A popularidade do celular o transformou em ferramenta de ensino. Escolas e universidades começam a usar a tecnologia de transferência de dados pelo telefone para permitir que os alunos assistam a aulas, discutam temas com os colegas e até façam provas. A novidade é chamada de mobile learning (aprendizagem móvel), ou apenas Mlearning, e surgiu em nações emergentes, onde o computador não é acessível a todos, porém mais de 80% da população tem aparelho celular.
O professor de matemática e ciências de uma escola da província de KwaZulu Natal, no leste da África do Sul, Kumaras Pillay, transformou arquivos para o formato de celular com informações complementares às aulas. "Os arquivos falam de livros, métodos de aprendizagem, como a melhor maneira de estudar as pesquisas de Isaac Newton", disse. O professor também formou grupos entre os estudantes e pediu a eles que fizessem pesquisas e interagissem pelo celular. O interesse nas aulas aumentou.
O projeto surgiu no ano passado e recebeu nesta semana o prêmio mundial da mais inovadora iniciativa de um professor, oferecido pela Microsoft em um evento em Helsinque, na Finlândia. Ele concorreu com 50 projetos de 45 países, inscritos no programa Parceiros na Aprendizagem, que incentiva o uso da tecnologia na educação. Os brasileiros ficaram em terceiro lugar (leia o texto acima).
O africano criou provas de múltipla escolha que podem ser respondidas e reenviadas ao professor, batizadas de Mtests. Há também bate-papos entre os alunos sobre matemática e ciências, pelo celular. Os aparelhos precisam apenas ter conexão com a internet. Na África, esse serviço não é caro; são cerca de 2 (R$ 5) por semana para baixar arquivos.
"No meu país, só 20% da população tem energia elétrica e menos ainda tem computador. No entanto, mais de 80% tem celulares, principalmente os jovens", disse Pillay. A ferramenta está disponível para outras escolas públicas da província e o site com os arquivos de Mlearning teve 70 mil acessos.
MBA VIA CELULAR
O centro de educação superior Tecnológico de Monterrey, no México, começou neste ano a oferecer a seus alunos informações via celular. Os estudantes podem baixar trechos de aulas em vídeo, textos da bibliografia do curso em áudio e pequenos testes de conhecimento. "Passamos muitas horas no trânsito, esperando em consultórios, e esse tempo pode ser usado para estudar", diz o diretor do Centro para Inovação e Tecnologia da instituição, José Escamilla. Seu projeto também foi apresentado no evento em Helsinque.
Segundo ele, o Mlearning começou a ser testado em um curso a distância de MBA da instituição e deve se expandir para todos os alunos não presenciais em agosto. Os arquivos podem ser baixados em celulares comuns. A tecnologia usada é a 3G, ainda incipiente no Brasil e que permite uma transmissão dez vezes mais rápida e pela metade do preço.
O professor do departamento de computação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Eduardo Morgado, que participou do evento, explica que a transferência de dados ainda é demorada e cara para a maioria de usuários de celular no Brasil. "Mas o Mlearning tem tudo para fazer parte do futuro da educação no País também", acredita. Para ele, a popularização da ferramenta deve ser mais rápida que a da internet de banda larga.
O Brasil tem 113 milhões de celulares, o equivalente a três aparelhos para cada cinco habitantes. Uma lei sancionada no mês passado proíbe que estudantes usem telefones nas salas de aula no Estado de São Paulo.
Renata Cafardo - O Estadao de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071102/not_imp74434,0.php
TCC - O uso das tecnologias na Educação
O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a sua ignorância, suas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses. José Manuel Moran
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Pensando no TCC
Caros colegas,
É cada vez mais impossível imaginar a vida sem as novas tecnologias. A avalanche de novas mídias e redes sociais estão cada vez mais entranhados em nossas vidas. Não conseguimos mais viver sem internet, câmeras digitais, MP3, celular então... Aliás, é a tecnologia que atualmente mais agrega valor: é wireless (sem fio) e rapidamente incorporou o acesso à Internet, à foto digital, aos programas de comunicação (voz, TV), ao entretenimento (jogos, música - MP3) e outros serviços.
Essas tecnologias começam a afetar profundamente nossas vidas e da mesma maneira a educação. Então nada melhor do que incluir essa maravilha em nossa prática pedagógica.
É por este motivo que estou pensando em criar um projeto que trate do uso do celular na escola. Sei que é um tema polêmico, mas é que não aceito muito bem essa de proibir o uso desses aparelhos no âmbito escolar, e gostaria de mostrar os benefícios deste no processo de ensino aprendizagem.
O que vocês acham?
Situando o uso da mídia em contextos educacionais
Maria Cecília Martinsi
Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual, emocional, social, cultural, entre outras - precisam ser revitalizadas nas propostas educacionais atuais.
Assume-se que uma visão integrada do ser humano e de suas ações implica a proposição de contextos nos quais os indivíduos se apercebam como múltiplos, complexos, dinâmicos, criativos e responsáveis.
Com base nessa visão integrada, faz-se necessário compreender o indivíduo como alguém que, impregnado pelo mundo social e cultural, se expressa em sua totalidade física, emocional, intelectual e cultural. Assim, considerar a visão integrada de indivíduo requer um atento olhar para o potencial expressivo e criador inerente a todo ser humano.
Como pressuposto educacional atual, assume-se, também, que o conhecimento do indivíduo se nutre e se desenvolve no contexto em que atua, que seus saberes são recriados em seu fazer cotidiano, em interação com outros atores sociais e com os signos presentes na sociedade. Assume -se, além disso, que o indivíduo se constitui na totalidade das relações sociais, em espaços que permitam emergir vozes diversas, estimulando o respeito e o diálogo entre seres “únicos”. Considera-se ainda como base educativa, a possibilidade de os indivíduos encontrarem espaços e tempos para se constituírem, contínua e dinamicamente, mediante experiências múltiplas, podendo criar, por intermédio de ações, a vida em todas as suas manifestações.
Assume-se que uma visão integrada do ser humano e de suas ações implica a proposição de contextos nos quais os indivíduos se apercebam como múltiplos, complexos, dinâmicos, criativos e responsáveis.
Com base nessa visão integrada, faz-se necessário compreender o indivíduo como alguém que, impregnado pelo mundo social e cultural, se expressa em sua totalidade física, emocional, intelectual e cultural. Assim, considerar a visão integrada de indivíduo requer um atento olhar para o potencial expressivo e criador inerente a todo ser humano.
Como pressuposto educacional atual, assume-se, também, que o conhecimento do indivíduo se nutre e se desenvolve no contexto em que atua, que seus saberes são recriados em seu fazer cotidiano, em interação com outros atores sociais e com os signos presentes na sociedade. Assume -se, além disso, que o indivíduo se constitui na totalidade das relações sociais, em espaços que permitam emergir vozes diversas, estimulando o respeito e o diálogo entre seres “únicos”. Considera-se ainda como base educativa, a possibilidade de os indivíduos encontrarem espaços e tempos para se constituírem, contínua e dinamicamente, mediante experiências múltiplas, podendo criar, por intermédio de ações, a vida em todas as suas manifestações.
Integração de materiais e mídias diversificadas na prática educacional
No desencadeamento da prática educacional, destaca-se também a integração de materiais e mídias diversificadas para que os alunos possam interpretar e dar respostas ao que acontece no mundo que os cerca. Além dos recursos materiais e tecnológicos, a proposição de atividades deve buscar relacionar o que é ensinado na escola com as atuações dos alunos em determinados contextos. As at ividades propostas devem desencadear situações que permitam a investigação, o estabelecimento e o compartilhamento de idéias entre o grupo, deixando vir à tona seus cotidianos e suas impressões sobre o mundo. O cultivo dessas premissas favorece a manutenção de um compromisso com a paixão pelo aprender, pela investigação, pela imaginação, pela reflexão, pela criação.
Em relação às práticas educacionais, o momento atual requer, essencialmente, uma cultura que acredite no ser humano, em suas capacidades e potencialidades; evidenciam, também, que a educação deve orientar-se para ganhos sociais maiores, tais como afirmar a individualidade e confiança no ser humano, assegurar que sua expressão possa ocorrer de diferentes formas e em diversas práticas sociais.
No desencadeamento da prática educacional, destaca-se também a integração de materiais e mídias diversificadas para que os alunos possam interpretar e dar respostas ao que acontece no mundo que os cerca. Além dos recursos materiais e tecnológicos, a proposição de atividades deve buscar relacionar o que é ensinado na escola com as atuações dos alunos em determinados contextos. As at ividades propostas devem desencadear situações que permitam a investigação, o estabelecimento e o compartilhamento de idéias entre o grupo, deixando vir à tona seus cotidianos e suas impressões sobre o mundo. O cultivo dessas premissas favorece a manutenção de um compromisso com a paixão pelo aprender, pela investigação, pela imaginação, pela reflexão, pela criação.
Em relação às práticas educacionais, o momento atual requer, essencialmente, uma cultura que acredite no ser humano, em suas capacidades e potencialidades; evidenciam, também, que a educação deve orientar-se para ganhos sociais maiores, tais como afirmar a individualidade e confiança no ser humano, assegurar que sua expressão possa ocorrer de diferentes formas e em diversas práticas sociais.
Desafios e possibilidades da era digital
Os desafios contemporâneos requerem um repensar da educação, diversificando os recursos utilizados, oferecendo novas alternativas para os indivíduos interagirem e se expressarem. Repensar a educação envolve diversificar as formas de agir e de aprender, considerando a cultura e os meios de expressão que a permeiam.
Sob tais desafios, a era digital encerra novas possibilidades para os indivíduos realizarem suas ações em contextos distintos e com mídias diferenciadas. As tecnologias de informação e comunicação podem favorecer a constituição de uma teia entre a escola e o cotidiano no qual o indivíduo atua, configurando novos caminhos para ele interagir e desenvolver suas constantes compreensões sobre o mundo e sobre a sua cultura.
Diante dessas constatações e desafios, o uso de mídia em contextos educacionais requer práticas que instiguem novas possibilidades de aprendizagem e a vivência de processos criativos, com diálogos e interações múltiplas.
Os desafios contemporâneos requerem um repensar da educação, diversificando os recursos utilizados, oferecendo novas alternativas para os indivíduos interagirem e se expressarem. Repensar a educação envolve diversificar as formas de agir e de aprender, considerando a cultura e os meios de expressão que a permeiam.
Sob tais desafios, a era digital encerra novas possibilidades para os indivíduos realizarem suas ações em contextos distintos e com mídias diferenciadas. As tecnologias de informação e comunicação podem favorecer a constituição de uma teia entre a escola e o cotidiano no qual o indivíduo atua, configurando novos caminhos para ele interagir e desenvolver suas constantes compreensões sobre o mundo e sobre a sua cultura.
Diante dessas constatações e desafios, o uso de mídia em contextos educacionais requer práticas que instiguem novas possibilidades de aprendizagem e a vivência de processos criativos, com diálogos e interações múltiplas.
Processo de desenvolvimento e diversidade expressiva do ser humano diante dos elementos tecnológicos atuais
O indivíduo, ao longo de sua vida, aprende sobre coisas variadas em diferenciadas situações, integrando e relacionando vários conteúdos, articulando inúmeras estratégias e formas de atuar.
No processo de desenvolvimento, o indivíduo aprende interagindo com diferentes pessoas e objetos, realizando ações, investigando possibilidades, elaborando criações em vários campos, utilizando variados artefatos culturais, mobilizado por necessidades e interesses individuais e coletivos, assumindo desafios, enfrentando suas limitações momentâneas e ampliando suas possibilidades múltiplas.
Há, na maioria de suas ações, inúmeros ingredientes que vão sendo elaborados, transformados e mobilizados: representações, informações, opiniões, crenças, hábitos, aptidões, saberes, estratégias, capacidades, noções, gostos, sentimentos, atitudes, normas, modelos, valores, além de formas de fazer, de sentir, de perceber, de refletir (Perrenoud, 2001).
No processo de desenvolvimento do indivíduo, seu conhecimento e sua visão de mundo são construídos e constantemente reconstruídos através das ações que realiza e das interações estabelecidas com outras pessoas, bem como com os elementos de sua cultura.
Conforme aborda Novaes (1992), o potencial de expressão dos indivíduos é imenso e pluridimensionado, sendo utilizado, porém, de forma muito limitada. Segundo essa autora, vem ocorrendo um desperdício das possibilidades humanas, muitas delas sendo desconsideradas, bloqueadas ou inibidas por falta de orientação, de estímulo e de um ambiente favorável e encorajador à atuação e ao desenvolvimento pessoal.
Aliado à diversidade expressiva do ser humano, cumpre observar o fato de que vivemos em uma sociedade cada vez mais informatizada e repleta de elementos imagéticos, sonoros e textuais. Em várias atividades que exercemos em casa, no trabalho ou no lazer, utilizamos intensivamente as tecnologias de comunicação e informação. Cada vez mais, esses recursos são úteis e necessários para atuar em situações que se transformam a cada momento, para desenvolver idéias, atribuir sentido ao que nos rodeia e ver a realidade sob ângulos diversos.
Embora essas tecnologias estejam presentes em vários segmentos da nossa vida, percebe-se ainda uma distância entre esses referenciais culturais e o seu uso em contextos educacionais.
O indivíduo, ao longo de sua vida, aprende sobre coisas variadas em diferenciadas situações, integrando e relacionando vários conteúdos, articulando inúmeras estratégias e formas de atuar.
No processo de desenvolvimento, o indivíduo aprende interagindo com diferentes pessoas e objetos, realizando ações, investigando possibilidades, elaborando criações em vários campos, utilizando variados artefatos culturais, mobilizado por necessidades e interesses individuais e coletivos, assumindo desafios, enfrentando suas limitações momentâneas e ampliando suas possibilidades múltiplas.
Há, na maioria de suas ações, inúmeros ingredientes que vão sendo elaborados, transformados e mobilizados: representações, informações, opiniões, crenças, hábitos, aptidões, saberes, estratégias, capacidades, noções, gostos, sentimentos, atitudes, normas, modelos, valores, além de formas de fazer, de sentir, de perceber, de refletir (Perrenoud, 2001).
No processo de desenvolvimento do indivíduo, seu conhecimento e sua visão de mundo são construídos e constantemente reconstruídos através das ações que realiza e das interações estabelecidas com outras pessoas, bem como com os elementos de sua cultura.
Conforme aborda Novaes (1992), o potencial de expressão dos indivíduos é imenso e pluridimensionado, sendo utilizado, porém, de forma muito limitada. Segundo essa autora, vem ocorrendo um desperdício das possibilidades humanas, muitas delas sendo desconsideradas, bloqueadas ou inibidas por falta de orientação, de estímulo e de um ambiente favorável e encorajador à atuação e ao desenvolvimento pessoal.
Aliado à diversidade expressiva do ser humano, cumpre observar o fato de que vivemos em uma sociedade cada vez mais informatizada e repleta de elementos imagéticos, sonoros e textuais. Em várias atividades que exercemos em casa, no trabalho ou no lazer, utilizamos intensivamente as tecnologias de comunicação e informação. Cada vez mais, esses recursos são úteis e necessários para atuar em situações que se transformam a cada momento, para desenvolver idéias, atribuir sentido ao que nos rodeia e ver a realidade sob ângulos diversos.
Embora essas tecnologias estejam presentes em vários segmentos da nossa vida, percebe-se ainda uma distância entre esses referenciais culturais e o seu uso em contextos educacionais.
Dificuldades para apropriação de recursos tecnológicos na educação
Alguns fatores que dificultam a apropriação de recursos tecnológicos no contexto educacional são as cristalizações nas configurações educacionais no que se refere a espaços, tempos, atividades, conteúdos e formas de interação entre os alunos e professores. Além da rigidez estrutural, há o distanciamento das propostas educacionais com as demandas atuais da sociedade em termos de se atender ao desenvolvimento integral e contínuo dos indivíduos considerando os aspectos sociais, econômicos e culturais. Assim, as atividades e conteúdos são apresentados desvinculados do cotidiano e do contexto em que o indivíduo vive. O fazer e o criar são pouco promovidos. Desconsidera-se que o indivíduo, ao longo de sua vida, aprende sobre coisas variadas em diferenciadas situações, integrando e relacionando vários conteúdos, articulando inúmeras estratégias e formas de atuar.
Desconsidera-se também, que, no processo de desenvolvimento, o indivíduo aprende interagindo com diferentes pessoas e objetos, realizando ações, investigando possibilidades, elaborando criações em vários campos, utilizando variados artefatos culturais, mobilizado por necessidades e interesses individuais e coletivos, assumindo desafios, enfrentando suas limitações momentâneas e ampliando suas possibilidades múltiplas.
Além da diversidade de interações e conteúdos que o indivíduo lida ao longo de seu desenvolvimento, há, na maioria de suas ações, inúmeros ingredientes que vão sendo elaborados, transformados e mobilizados: representações, informações, opiniões, crenças, hábitos, aptidões, saberes, estratégias, capacidades, noções, gostos, sentimentos, atitudes, normas, modelos, valores, além de formas de fazer, de sentir, de perceber, de refletir (Perrenoud, 2001). Em relação à construção de conhecimento, Ackermann (1991a) enfatiza também que o conhecimento se nutre e se desenvolve no contexto em que o indivíduo atua, ou seja, que o conhecimento é essencialmente situacional. No processo de desenvolvimento do indivíduo, seu conhecimento e sua visão de mundo são construídos e constantemente reconstruídos através das ações que realiza e das interações estabelecidas com outras pessoas, bem como com os elementos de sua cultura.
Alguns fatores que dificultam a apropriação de recursos tecnológicos no contexto educacional são as cristalizações nas configurações educacionais no que se refere a espaços, tempos, atividades, conteúdos e formas de interação entre os alunos e professores. Além da rigidez estrutural, há o distanciamento das propostas educacionais com as demandas atuais da sociedade em termos de se atender ao desenvolvimento integral e contínuo dos indivíduos considerando os aspectos sociais, econômicos e culturais. Assim, as atividades e conteúdos são apresentados desvinculados do cotidiano e do contexto em que o indivíduo vive. O fazer e o criar são pouco promovidos. Desconsidera-se que o indivíduo, ao longo de sua vida, aprende sobre coisas variadas em diferenciadas situações, integrando e relacionando vários conteúdos, articulando inúmeras estratégias e formas de atuar.
Desconsidera-se também, que, no processo de desenvolvimento, o indivíduo aprende interagindo com diferentes pessoas e objetos, realizando ações, investigando possibilidades, elaborando criações em vários campos, utilizando variados artefatos culturais, mobilizado por necessidades e interesses individuais e coletivos, assumindo desafios, enfrentando suas limitações momentâneas e ampliando suas possibilidades múltiplas.
Além da diversidade de interações e conteúdos que o indivíduo lida ao longo de seu desenvolvimento, há, na maioria de suas ações, inúmeros ingredientes que vão sendo elaborados, transformados e mobilizados: representações, informações, opiniões, crenças, hábitos, aptidões, saberes, estratégias, capacidades, noções, gostos, sentimentos, atitudes, normas, modelos, valores, além de formas de fazer, de sentir, de perceber, de refletir (Perrenoud, 2001). Em relação à construção de conhecimento, Ackermann (1991a) enfatiza também que o conhecimento se nutre e se desenvolve no contexto em que o indivíduo atua, ou seja, que o conhecimento é essencialmente situacional. No processo de desenvolvimento do indivíduo, seu conhecimento e sua visão de mundo são construídos e constantemente reconstruídos através das ações que realiza e das interações estabelecidas com outras pessoas, bem como com os elementos de sua cultura.
Fluência tecnológica
Além da necessidade de o indivíduo atuar, estabelecendo interações, desenvolvendo e nutrindo seus conhecimentos, a fluência tecnológica na era digital requer a realização de ações em contextos distintos e por mídias diferenciadas. As interações que se estabelecem com o uso de diferenciadas mídias também parecem favorecer a construção de conhecimentos, uma vez que, segundo Vygotsky (1988), o indivíduo constrói pessoalmente os seus conhecimentos nas interações com outros atores sociais e a partir das interações com os signos e instrumentos presentes na sociedade. O uso dos recursos das diferentes mídias pode contribuir para o indivíduo desenvolver suas compreensões sobre o mundo e sobre a cultura em que vive, além de provocar transformações nas formas de perceber e apreender a realidade.
Os novos caminhos configurados com os elementos tecnológicos podem, potencialmente, ampliar as maneiras com que os indivíduos realizam algumas atividades, as formas de interação e os espaços de socialização de saberes, emoções, afirmações, investigações e indagações.
Diante das possibilidades de uso desses referenciais culturais em contextos educacionais, há necessidade de se desenvolver propostas de trabalho que utilizem vários tipos de tecnologias e meios de comunicação em atividades pedagógicas.
As atuais tecnologias de comunicação e interação apresentam novas possibilidades para o indivíduo vivenciar processos criativos, estabelecendo aproximações e associações inesperadas, juntando significados anteriormente desconexos e ampliando a capacidade de interlocução por meio das diferentes linguagens que tais recursos propiciam.
Diante das inúmeras possibilidades pedagógicas que as diferentes mídias oferecem, da complexidade da realidade que o aluno vive atualmente, das mudanças de representações, valores sociais e saberes disciplinares, a educação necessita ser repensada, diversificando os recursos que utiliza (Edwards, 1999). Há necessidade de se oferecer alternativas para que o aluno possa representar e expressar o conhecimento e, assim, aprender a orientar-se e a encontrar referências que permitam, de forma significativa, analisar, selecionar, interpretar e fazer uso da avalanche de informações que recebe diariamente. Repensar a educação, considerando a cultura e os meios de expressão que a permeiam, tem a função de potencializar a interpretação do que está sendo aprendido a partir de diferentes pontos de vista, favorecendo a tomada de consciência dos alunos sobre si mesmos e sobre o mundo do qual fazem parte.
Propostas educacionais baseadas no uso de várias mídias e recursos tecnológicos são fundamentais para ajudar o aluno a compreender a realidade, examinar os fenômenos que o rodeiam de uma maneira questionadora, contribuindo, não só diante das experiências cotidianas, mas também diante de outros problemas e realidades (Hernández, 2000). No contexto atual, torna-se indispensável a capacidade de pensar a realidade criticamente, de conseguir selecionar a informação e de interrelacionar conhecimentos (Baccega, 1999).
Na atualidade temos a oportunidade e o desafio de repensar os contextos educacionais abrindo espaço às novas possibilidades tecnológicas. Há que se considerar o fato de que os espaços e tempos educativos estão ligados às formas de comunicação, às linguagens utilizadas, aos meios empregados, às interações que surgem no contexto em que a ação educativa ocorre. As novas configurações possibilitadas pelas tecnologias da comunicação e da informação aportam novas dimensões que permitem estruturar contextos educativos mais ricos, variados e complexos. Para Alves (2001), tais reestruturações se tornam possíveis quando se permite “incluir o mundo na aula” e a “aula no mundo”, fazendo, assim, caírem alguns dos fortes muros conceituais, arquitetônicos e tecnológicos.
A velocidade da transformação tecnológica nos locais de trabalho tem sido um dos fatores que têm aumentado a importância da necessidade dos indivíduos desenvolverem a capacidade de aprender novas habilidades, de assimilar novos conceitos, de avaliar novas situações, de lidar com o inesperado. Outro fator tem sido a necessidade de adoção de ações mais eficazes frente à multiplicidade, diversidade e complexidade dos problemas mundiais existentes nas esferas individual, social e planetária.
Diante da necessidade de serem diversificadas as possibilidades e formas de agir e aprender, as tecnologias de informação e comunicação - rádio, televisão, vídeo, computadores e todas as suas combinações - abrem oportunidades para a ação dos indivíduos e a diversificação e transformação nos ambientes de aprendizagem.
Tais ambientes requerem novas dinâmicas, propostas, atuações e interações, bem como novas organizações de tempos e espaços, para que os indivíduos possam utilizar as novas mídias para expressarem e desenvolverem suas vozes particulares e coletivas.
i Doutora em Multimeios – Instituto de Artes da UNICAMP e Pesquisadora do Núcleo
de Informática Aplicada à Educação – NIED-UNICAMP.
Além da necessidade de o indivíduo atuar, estabelecendo interações, desenvolvendo e nutrindo seus conhecimentos, a fluência tecnológica na era digital requer a realização de ações em contextos distintos e por mídias diferenciadas. As interações que se estabelecem com o uso de diferenciadas mídias também parecem favorecer a construção de conhecimentos, uma vez que, segundo Vygotsky (1988), o indivíduo constrói pessoalmente os seus conhecimentos nas interações com outros atores sociais e a partir das interações com os signos e instrumentos presentes na sociedade. O uso dos recursos das diferentes mídias pode contribuir para o indivíduo desenvolver suas compreensões sobre o mundo e sobre a cultura em que vive, além de provocar transformações nas formas de perceber e apreender a realidade.
Os novos caminhos configurados com os elementos tecnológicos podem, potencialmente, ampliar as maneiras com que os indivíduos realizam algumas atividades, as formas de interação e os espaços de socialização de saberes, emoções, afirmações, investigações e indagações.
Diante das possibilidades de uso desses referenciais culturais em contextos educacionais, há necessidade de se desenvolver propostas de trabalho que utilizem vários tipos de tecnologias e meios de comunicação em atividades pedagógicas.
As atuais tecnologias de comunicação e interação apresentam novas possibilidades para o indivíduo vivenciar processos criativos, estabelecendo aproximações e associações inesperadas, juntando significados anteriormente desconexos e ampliando a capacidade de interlocução por meio das diferentes linguagens que tais recursos propiciam.
Diante das inúmeras possibilidades pedagógicas que as diferentes mídias oferecem, da complexidade da realidade que o aluno vive atualmente, das mudanças de representações, valores sociais e saberes disciplinares, a educação necessita ser repensada, diversificando os recursos que utiliza (Edwards, 1999). Há necessidade de se oferecer alternativas para que o aluno possa representar e expressar o conhecimento e, assim, aprender a orientar-se e a encontrar referências que permitam, de forma significativa, analisar, selecionar, interpretar e fazer uso da avalanche de informações que recebe diariamente. Repensar a educação, considerando a cultura e os meios de expressão que a permeiam, tem a função de potencializar a interpretação do que está sendo aprendido a partir de diferentes pontos de vista, favorecendo a tomada de consciência dos alunos sobre si mesmos e sobre o mundo do qual fazem parte.
Propostas educacionais baseadas no uso de várias mídias e recursos tecnológicos são fundamentais para ajudar o aluno a compreender a realidade, examinar os fenômenos que o rodeiam de uma maneira questionadora, contribuindo, não só diante das experiências cotidianas, mas também diante de outros problemas e realidades (Hernández, 2000). No contexto atual, torna-se indispensável a capacidade de pensar a realidade criticamente, de conseguir selecionar a informação e de interrelacionar conhecimentos (Baccega, 1999).
Na atualidade temos a oportunidade e o desafio de repensar os contextos educacionais abrindo espaço às novas possibilidades tecnológicas. Há que se considerar o fato de que os espaços e tempos educativos estão ligados às formas de comunicação, às linguagens utilizadas, aos meios empregados, às interações que surgem no contexto em que a ação educativa ocorre. As novas configurações possibilitadas pelas tecnologias da comunicação e da informação aportam novas dimensões que permitem estruturar contextos educativos mais ricos, variados e complexos. Para Alves (2001), tais reestruturações se tornam possíveis quando se permite “incluir o mundo na aula” e a “aula no mundo”, fazendo, assim, caírem alguns dos fortes muros conceituais, arquitetônicos e tecnológicos.
A velocidade da transformação tecnológica nos locais de trabalho tem sido um dos fatores que têm aumentado a importância da necessidade dos indivíduos desenvolverem a capacidade de aprender novas habilidades, de assimilar novos conceitos, de avaliar novas situações, de lidar com o inesperado. Outro fator tem sido a necessidade de adoção de ações mais eficazes frente à multiplicidade, diversidade e complexidade dos problemas mundiais existentes nas esferas individual, social e planetária.
Diante da necessidade de serem diversificadas as possibilidades e formas de agir e aprender, as tecnologias de informação e comunicação - rádio, televisão, vídeo, computadores e todas as suas combinações - abrem oportunidades para a ação dos indivíduos e a diversificação e transformação nos ambientes de aprendizagem.
Tais ambientes requerem novas dinâmicas, propostas, atuações e interações, bem como novas organizações de tempos e espaços, para que os indivíduos possam utilizar as novas mídias para expressarem e desenvolverem suas vozes particulares e coletivas.
i Doutora em Multimeios – Instituto de Artes da UNICAMP e Pesquisadora do Núcleo
de Informática Aplicada à Educação – NIED-UNICAMP.
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